

Incentivo ao jovem é uma palavra de ordem da qual ninguém discorda, mas ainda é pouco praticada.
Na arte, o incentivo começa quando criança, com as brincadeiras com lápis, crayon, tintas de água, papéis de cor. Continua após os dez anos com os desenhos mais “sérios”, evidentemente não tão expressivos e, quando se atinge a metade da adolescência, a alegre prática da “arte” fica esquecida.
Quando alguém ingressa na faculdade de arte é porque persistiu ou quer persistir no que o fascina, através das tradicionais formas das artes visuais - pintura, desenho, gravura, escultura - ou pelas novas técnicas e expressões - foto, vídeo, performance, instalação. Porém é comum, ao final do curso, devido à formalidade curricular e às regras do ensino, não se alcançar um amplo desenvolvimento criativo.
Energias na Arte permite que seja um ponto a mais na trajetória de quem quer fazer arte, por ser o momento em que, obrigatoriamente, o aluno tem que fechar um processo para mostrar o resultado a um júri. Aqueles que melhor souberem organizar esta apresentação terão chances para vencer, mas o talento, a criatividade, a ousadia, a originalidade são os aspectos mais importantes para esta premiação.
O inventivo se dá justamente nesta possibilidade de se fechar um processo de reflexão perante um trabalho e a certeza de que, neste momento, o melhor que se pode fazer é o que se envia para Energias na Arte. Isto significa que, independentemente dos prêmios, todos aqueles que conseguirem dar um passo para participar já terão tido o incentivo a que se propõe esta iniciativa.
Este evento acontece ao longo de vários meses: as palestras sobre arte, a entrega dos trabalhos, o júri e a premiação, a exposição e a publicação, e os usufrutos dos prêmios.
O Instituto EDP e o Instituto Tomie Ohtake criam uma parceria para se engajarem na formação e no aprimoramento da sensibilidade de jovens brasileiros. Com o Prêmio Energias na Arte, as duas instituições afirmam o aspecto fundamental para a formação de cidadãos, a autonomia, por idéias e atitudes.